Uma saudação sincera pode mudar uma vida.
Nasci numa aldeia pequena de Trás-os-Montes e, como já contei algumas vezes por aqui, quem me acompanha há mais tempo conhece um pouco das minhas raízes e das memórias que trago desse lugar.Na aldeia havia hábitos que ninguém precisava de ensinar formalmente porque faziam parte da maneira como as pessoas viviam umas com as outras. Cruzávamo-nos com alguém e dizíamos bom dia, boa tarde ou boa noite. Perguntávamos como estava, agradecíamos, respondíamos de nada, desejávamos saúde, demorávamos alguns segundos numa conversa que muitas vezes não tinha assunto nenhum para além daquele encontro.E fazíamos isso mesmo sem conhecer a pessoa. Não precisavamos de saber o nome, onde morava, de que família vinha ou qual era a sua história para reconhecer a sua presença. Bastava cruzarmo-nos no mesmo caminho para existir aquele pequeno gesto de humanidade entre duas pessoas