Crónicas Da Mulher Real   

✨ Aqui não há filtros. Só verdades com humor, dores com ironia e vitórias com alma. Bem-vinda(o) às Crónicas da Mulher Real.

 

📑Textos que misturam humor, ironia e verdade sobre o dia-a-dia feminino.
Das contas por pagar às dores que ninguém vê, dos gatos que reinam em casa às pequenas vitórias que nos fazem rir depois de chorar  * aqui encontras histórias reais, sem filtros, escritas com alma e sarcasmo.

 

👑As Crónicas da Mulher Real são para quem está cansada(o) de “perfeição instagramável” e prefere ler sobre a vida como ela é:

caótica, bonita e cheia de lições escondidas até nas situações mais improváveis.

💜 Escolhe uma crónica e deixa-te rir, chorar ou reconhecer-te nas entrelinhas.

 


Uma saudação sincera pode mudar uma vida.

Nasci numa aldeia pequena de Trás-os-Montes e, como já contei algumas vezes por aqui, quem me acompanha há mais tempo conhece um pouco das minhas raízes e das memórias que trago desse lugar.Na aldeia havia hábitos que ninguém precisava de ensinar formalmente porque faziam parte da maneira como as pessoas viviam umas com as outras. Cruzávamo-nos com alguém e dizíamos bom dia, boa tarde ou boa noite. Perguntávamos como estava, agradecíamos, respondíamos de nada, desejávamos saúde, demorávamos alguns segundos numa conversa que muitas vezes não tinha assunto nenhum para além daquele encontro.E fazíamos isso mesmo sem conhecer a pessoa. Não precisavamos de saber o nome, onde morava, de que família vinha ou qual era a sua história para reconhecer a sua presença. Bastava cruzarmo-nos no mesmo caminho para existir aquele pequeno gesto de humanidade entre duas pessoas

Ler mais »

Há lugares onde não conseguimos ser a mesma pessoa.

Tenho pensado muito na forma como nos estamos a afastar uns dos outros. Falta-nos proximidade, falta-nos empatia, falta-nos o abraço, a disponibilidade para escutar, a capacidade de estarmos verdadeiramente presentes uns com os outros. Vivemos rodeados de pessoas e, ainda assim, podemos passar dias inteiros sem sentir uma ligação verdadeiramente humana.

Ler mais »

Não sofremos apenas para deixar aquilo que foi bom. Também podemos sofrer para deixar aquilo que nos doeu

Falamos muito sobre mudanças, novos ciclos, recomeços e sobre a coragem necessária para deixar algumas coisas para trás. Gostamos de imaginar que aquilo que foi bom será sempre mais difícil de abandonar, enquanto os lugares onde não fomos felizes deveriam ser fáceis de deixar. Como se bastasse reconhecermos que alguma coisa nos fez mal para o coração arrumar as malas sem hesitar e seguir caminho sem olhar para trás.

Ler mais »

Lugares do coração

Quem me acompanha há algum tempo já deve conseguir perceber que muitos dos textos que escrevo também carregam pedaços da minha história. Algumas reflexões nascem de experiências que vivi, outras de histórias que fui conhecendo pelo caminho ou que alguém decidiu confiar-me, sempre com o cuidado de preservar aquilo que pertence à intimidade de cada pessoa. Acredito que, por mais diferentes que sejam as nossas vidas, acabamos muitas vezes por nos encontrar nos mesmos lugares humanos. Mudam as circunstâncias, os recursos que temos, a forma como sentimos e atravessamos cada experiência, mas o amor, a perda, o medo, a esperança, os recomeços, as despedidas e tantas outras coisas fazem parte desta estranha e bonita experiência de permanecermos algum tempo por aqui.

Ler mais »

Quando já fizemos tudo o que podíamos.

Há dias em que sentimos que já fizemos tudo aquilo que estava ao nosso alcance.Pensamos em todas as possibilidades, procuramos soluções, tentamos caminhos diferentes, conversamos, insistimos, esperamos, fizemos aquilo que dependia de nós e chegamos àquele lugar estranho onde já não existe mais nada para resolver com as próprias mãos. E é precisamente aí que percebemos uma das coisas mais difíceis de aceitar: nem tudo na vida pode ser controlado pela nossa vontade, pelo nosso esforço ou pela quantidade de amor que colocamos naquilo que desejamos.Há momentos em que só nos resta entregar.

Ler mais »

Nunca vamos ter tudo ao mesmo tempo.

Antes de adormecer, quero partilhar contigo uma coisa em que estou a pensar: na quantidade de tempo da nossa vida que passamos a tentar alcançar tudo. A desejar que todas as partes do nosso caminho estejam bem, que os sonhos se realizem, que aquilo que ainda falta finalmente chegue e que, a certa altura, possamos olhar à nossa volta e sentir que temos tudo aquilo que desejávamos.

Ler mais »

Quero apenas deixar-vos um obrigada.

Por estarem aqui, por receberem as minhas palavras desse lado e por me deixarem fazer parte, mesmo que por alguns minutos, dos vossos dias. Há qualquer coisa muito bonita em perceber que pessoas com histórias tão diferentes podem encontrar-se num mesmo lugar, reconhecer-se nas mesmas palavras e, de alguma forma, fazer companhia umas às outras pelo caminho.

Ler mais »

Hoje quero falar-te sobre energia.

Sim, entendeste bem. Energia. Uma palavra que ouvimos tantas vezes associada a pensamentos positivos, a atrair coisas boas, a rodearmo-nos de pessoas que nos fazem bem e a procurarmos tudo aquilo que nos ajuda a sentir mais leves. E tudo isso é importante. Mas há uma parte desta conversa sobre a qual penso que falamos muito menos: não basta preocuparmo-nos com a energia que queremos trazer para a nossa vida se continuarmos a desperdiçar aquela que já temos.

Ler mais »

Se eu te perguntasse agora o que te fazia verdadeiramente feliz quando eras criança, do que te lembrarias?

Crescemos e aprendemos muito sobre cuidar de nós. Falamos de autocuidado, amor-próprio, protecção da nossa energia, descanso e de tudo aquilo que pode trazer mais paz à mulher que somos hoje. Contudo, no meio de tantos cuidados com a nossa versão adulta, há uma pergunta que raramente fazemos:E a menina que ainda vive dentro de ti, o que é que a faria feliz hoje?

Ler mais »