🤷🫤 O estranho caso das pessoas que fazem estragos… e ainda saem ofendidas.

Publicado em 28 de novembro de 2025 às 23:32

Há fenómenos humanos que eu nunca consegui compreender, e este é um deles: as pessoas que nos fazem mal… e depois ainda saem da nossa vida magoadas, ofendidas e com pose de mártir incompreendido.

Gente que te fala mal, trata mal, age mal, vibra mal… e depois vai embora como se tivesse sido a personagem inocente da história.

É quase uma arte.

Um talento.

Quase currículável.

 

Tu sabes exatamente que tipo de criatura é esta:

• aquelas amizades que só aparecem quando precisam,

• os colegas de trabalho que criam caos, mas juram que são vítimas,

• familiares que ferem e depois fazem birra,

• gente que desaparece e volta quando lhes apetece, e ainda quer medalha,

• pessoas que te tratam com desrespeito e saem da tua vida com indignação moral.

 

O clássico “faço-te mal, mas tu é que devias pedir desculpa”.

 

A psicologia explica, mas eu prefiro a minha versão: 💥 quem não sabe lidar com os teus limites, constrói uma história onde tu és o problema.

 

O mecanismo é simples (e patético): estas pessoas não estão realmente ofendidas contigo. Estão ofendidas com o espelho que tu lhes colocaste à frente.

Tu disseste: “Assim não.”

Para mim, chega.”

Eu mereço mais.”

 

Eles ouviram: “Eu sou irresponsável emocionalmente.”

Eu não quero ver os meus erros.”

Eu não suporto ser contrariada/o.”

 

Por isso fogem.

Fogem antes que a verdade lhes destrua a narrativa. Fogem com ar de dor, porque admitir responsabilidade dói mais do que inventar uma desculpa bonita para contar aos outros.

 

A frase favorita deste tipo de pessoa?

Eu? Eu não fiz nada.”

 

Pois.

Esse é o problema.

 

O que ninguém te conta sobre estas “saídas dramáticas” e, bem ensaiadas: quando alguém te magoa e ainda sai magoado… é porque está a proteger o ego, não o coração.

 

Pessoas emocionalmente maduras dizem: “Desculpa.”

Eu posso fazer melhor.”

Obrigada por me mostrares isto.

 

Pessoas irresponsáveis dizem: “Não quero falar sobre isso.

Foste tu que interpretaste mal.

Eu é que sou o ofendido aqui.”

 

E saem.

Saem com orgulho.

Saem com pose.

Saem magoadas consigo próprias, mas dizem que é contigo, porque dá menos trabalho.

 

E tu? Tu ficas a pensar se fizeste alguma coisa errada.

Não fizeste.

 

O que tu fizeste foi grave, sim: tu cresceste, e o crescimento alheio ofende quem se recusa a evoluir.

 

💛 A grande revelação da Mulher Real: com o tempo, percebes que:

• Quando te afastares de alguém e ele fizer birra… acertaste no teu limite.

• Quando fores clara e a pessoa fugir… acertaste na verdade.

• Quando disseres “basta” e o outro dramatizar… acertaste no ponto fraco.

 

E a parte mais bonita?

🕊️ Tu continuas a tua vida.

Eles continuam a viver na história que inventaram.

 

Entre a tua paz e a ficção deles…o que achas que vale mais?

 

🌻 Moral da história:

Não tenhas medo das pessoas que se vão embora ofendidas. Tem medo das que ficam e continuam a destruir-te silenciosamente.

 

E lembra-te disto da próxima vez que alguém fizer estragos e ainda sair de nariz empinado: quem não suporta consequências cria narrativas.

Quem não suporta ser visto, foge.

E quem não suporta limites, transforma-se em vítima de um crime que nunca aconteceu.

 

Leva para a vida: há pessoas que te fazem mal… e ainda saem ofendidas.

Isso não é injustiça, é falta de educação emocional crónica. 🩶

 

E há uma coisa que ninguém te conta sobre este tipo de pessoas: elas não saem ofendidas porque tu fizeste algo de errado, saem ofendidas porque tu deixaste de permitir o errado delas. 

E isso, para quem vive de desculpas, é imperdoável. 

Há quem confunda limites com ataque, quem confunda distância com rejeição, e quem confunda consequências com injustiça. Gente assim não se responsabiliza, revida. Não olha para si, acusa. Não corrige, dramatiza.

 

E o mais trágico? Ainda querem que te sintas culpada por finalmente teres escolhido paz. A verdade é simples: quem se incomoda com a tua cura, revela-se com a tua coragem.

É sempre assim, quem viveu confortável com o nosso silêncio chama “injustiça” ao nosso limite.
Quem nos tratou com descuido chama “frieza” ao nosso afastamento.
E quem só sabia receber chama “ingratidão” ao nosso adeus.

A verdade? Não é sobre elas.
É sobre ti. Sobre crescer, sobre ver claro, sobre deixar de aceitar metade quando mereces inteiro.
E quando tu mudas de lugar… o ego alheio sente falta da versão tua que já morreu.

No fim, fica simples: as pessoas que se incomodam com a tua cura são exatamente as que mais precisavam que tu te curasses.

 

Bárbara Pereira ✍️ 

 

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