Há fenómenos humanos que eu nunca consegui compreender, e este é um deles: as pessoas que nos fazem mal… e depois ainda saem da nossa vida magoadas, ofendidas e com pose de mártir incompreendido.
Gente que te fala mal, trata mal, age mal, vibra mal… e depois vai embora como se tivesse sido a personagem inocente da história.
É quase uma arte.
Um talento.
Quase currículável.
Tu sabes exatamente que tipo de criatura é esta:
• aquelas amizades que só aparecem quando precisam,
• os colegas de trabalho que criam caos, mas juram que são vítimas,
• familiares que ferem e depois fazem birra,
• gente que desaparece e volta quando lhes apetece, e ainda quer medalha,
• pessoas que te tratam com desrespeito e saem da tua vida com indignação moral.
O clássico “faço-te mal, mas tu é que devias pedir desculpa”.
A psicologia explica, mas eu prefiro a minha versão: 💥 quem não sabe lidar com os teus limites, constrói uma história onde tu és o problema.
O mecanismo é simples (e patético): estas pessoas não estão realmente ofendidas contigo. Estão ofendidas com o espelho que tu lhes colocaste à frente.
Tu disseste: “Assim não.”
“Para mim, chega.”
“Eu mereço mais.”
Eles ouviram: “Eu sou irresponsável emocionalmente.”
“Eu não quero ver os meus erros.”
“Eu não suporto ser contrariada/o.”
Por isso fogem.
Fogem antes que a verdade lhes destrua a narrativa. Fogem com ar de dor, porque admitir responsabilidade dói mais do que inventar uma desculpa bonita para contar aos outros.
A frase favorita deste tipo de pessoa?
“Eu? Eu não fiz nada.”
Pois.
Esse é o problema.
O que ninguém te conta sobre estas “saídas dramáticas” e, bem ensaiadas: quando alguém te magoa e ainda sai magoado… é porque está a proteger o ego, não o coração.
Pessoas emocionalmente maduras dizem: “Desculpa.”
“Eu posso fazer melhor.”
“Obrigada por me mostrares isto.”
Pessoas irresponsáveis dizem: “Não quero falar sobre isso.”
“Foste tu que interpretaste mal.”
“Eu é que sou o ofendido aqui.”
E saem.
Saem com orgulho.
Saem com pose.
Saem magoadas consigo próprias, mas dizem que é contigo, porque dá menos trabalho.
E tu? Tu ficas a pensar se fizeste alguma coisa errada.
Não fizeste.
O que tu fizeste foi grave, sim: tu cresceste, e o crescimento alheio ofende quem se recusa a evoluir.
💛 A grande revelação da Mulher Real: com o tempo, percebes que:
• Quando te afastares de alguém e ele fizer birra… acertaste no teu limite.
• Quando fores clara e a pessoa fugir… acertaste na verdade.
• Quando disseres “basta” e o outro dramatizar… acertaste no ponto fraco.
E a parte mais bonita?
🕊️ Tu continuas a tua vida.
Eles continuam a viver na história que inventaram.
Entre a tua paz e a ficção deles…o que achas que vale mais?
🌻 Moral da história:
Não tenhas medo das pessoas que se vão embora ofendidas. Tem medo das que ficam e continuam a destruir-te silenciosamente.
E lembra-te disto da próxima vez que alguém fizer estragos e ainda sair de nariz empinado: quem não suporta consequências cria narrativas.
Quem não suporta ser visto, foge.
E quem não suporta limites, transforma-se em vítima de um crime que nunca aconteceu.
Leva para a vida: há pessoas que te fazem mal… e ainda saem ofendidas.
Isso não é injustiça, é falta de educação emocional crónica. 🩶
E há uma coisa que ninguém te conta sobre este tipo de pessoas: elas não saem ofendidas porque tu fizeste algo de errado, saem ofendidas porque tu deixaste de permitir o errado delas.
E isso, para quem vive de desculpas, é imperdoável.
Há quem confunda limites com ataque, quem confunda distância com rejeição, e quem confunda consequências com injustiça. Gente assim não se responsabiliza, revida. Não olha para si, acusa. Não corrige, dramatiza.
E o mais trágico? Ainda querem que te sintas culpada por finalmente teres escolhido paz. A verdade é simples: quem se incomoda com a tua cura, revela-se com a tua coragem.
É sempre assim, quem viveu confortável com o nosso silêncio chama “injustiça” ao nosso limite.
Quem nos tratou com descuido chama “frieza” ao nosso afastamento.
E quem só sabia receber chama “ingratidão” ao nosso adeus.
A verdade? Não é sobre elas.
É sobre ti. Sobre crescer, sobre ver claro, sobre deixar de aceitar metade quando mereces inteiro.
E quando tu mudas de lugar… o ego alheio sente falta da versão tua que já morreu.
No fim, fica simples: as pessoas que se incomodam com a tua cura são exatamente as que mais precisavam que tu te curasses.
Bárbara Pereira ✍️
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